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11:44 - 09/07/10
Twitter ajuda pessoas a se sentirem mais confiantes

Interagir com as redes sociais, em especial com o Twitter, pode estimular sentimentos de segurança e reduzir a ansiedade. Segundo um estudo realizado nos Estados Unidos, a reação ocorre por causa da elevação dos níveis de oxitocina no cérebro.

A experiência, conduzida por Paul J. Zak, “neuroeconomista” e pesquisador da Universidade de Claremont, foi realizada com Adam Penenberg, repórter da revista FastCompany. O objetivo do estudo foi medir a quantidade de oxitocina, hormônio responsável pela sensação de segurança e relaxamento, na corrente sanguínea do jornalista, enquanto ele “tuitava”.
A análise de caso comprovou que, após 10 minutos interagindo com o Twitter, os níveis de oxitocina no sangue aumentaram 13,2%, a mesma variação encontrada em um noivo no dia de seu casamento.
Embora o resultado não seja conclusivo, tendo em vista que nao há amostragem, a experiência prova cientificamente que as redes sociais podem provocar mudanças químicas no organismo.
 
Muitos estudos sobre a influência das redes sociais na vida das pessoas já foram realizados, especialmente depois que os sites ganharam popularidade em todo mundo.
Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do projeto Dependência Digital, do Instituto de Psiquiatria da USP e Hospital das Clínicas, o estudo americano é um relato de caso e não deve representar nenhuma evolução para a comunidade científica. No entanto, o especialista ressalta que as redes sociais realmente têm um grande impacto na vida dos indivíduos ao funcionar como uma espécie de regulador de humor.
 
Abreu destaca que não é de seu conhecimento outras pesquisas que associem a oxitocina a sites como Twitter e Facebook. Para ele, mudanças comportamentais são frequentes em pessoas que fazem uso patológico das redes. “Uma senhora de 52 anos chegou ao Hospital das Clínicas apresentando quadros de depressão. Durante o tratamento descobrimos que ela acordava todos os dias, às 4 horas da manhã, para colher morangos em sua fazenda virtual, no FarmVille”, conta o especialista.  E Abreu ainda diz que os sites de relacionamento que mais causam dependência são aqueles que estão em moda.
 
Ao contrário do que sugere o estudo de Paul J. Zak, uma pesquisa realizada pela Universidade Stony Brook, em Nova York, afirma que algumas ferramentas e novas tecnologias, se utilizadas para debater e remoer desapontamentos emotivos, podem levar garotas adolescentes à depressão e obsessão.
 
Especialista: Psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da USP e Hospital das Clínicas.
 
Envolvimento com assunto: Abreu é coordenador do projeto Dependência Digital e recebe frequentemente casos de pessoas que fazem uso patológico da internet.
 
Fonte: Veja
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