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17:58 - 12/11/10
Moda veste decoração


Decoração: loja MAM (Museu de Arte Moderna), pela designer de interiores Solange Marchezinni.
Moda: roupa, Patrícia do Lago; bota, Moleca; cabeça, Walério Araújo; carteira, Fabiana Pinho; luvas, acervo de produção; brincos e pulseira, Tatiana Lopes.

 

Enquanto no ateliê de um estilista a agulha trabalha para chegar no perfeito caimento no corpo e, a ele, obter um senso estético impecável e coerente com as tendências, na prancheta de um profissional de decoração essa busca também acontece. Além de um layout a ser respeitado, ele tem ali uma lista de outras exigências e um trabalho de “psicólogo” para diagnosticar e imprimir, sob medida, a personalidade do futuro morador de seu projeto. E, claro, sempre com um pé nas tendências mundiais. Essa é apenas uma parte do processo que sugere que a amizade entre os universos da moda e da decoração é mais que colorida.

Tal qual a decoração, a moda é uma forma de expressar o jeito de pensar da sociedade em determinada época. “Os dois mundos estão preocupados com a estética, a tendência e o desejo”, adianta o estilista paranaense Jefferson Kulig. Mas qual nasceu primeiro? Ou será que um copia o outro? Indagações a parte, o interessante é observar como os dois conceitos chegam até nós e como interferem no dia a dia. Da mesma forma que preparamos a casa para que tenha nosso estilo e essência, com a moda acontece o mesmo. Pela roupa, podemos classificar a pessoa ou o seu humor de irreverente ou clássica; de tímida ou extrovertida; de feliz ou triste. Ao entrar na casa de alguém que tenha uma coleção de toys, um manequim como luminária e almofadões no chão em vez de um sofá, por exemplo, já prevemos que ali vive uma morador mais despojado.


Decoração: suíte Ana Hickmann, pela designer de interiores Neza Cesar.
Moda: roupa, Degang+K.valo; cabeça, Walério Araújo; pulseiras, Valéria Berkovitz, brincos, Tatiana Lopes; sandália, Vizzano.



Decoração: Galeria Arquitetura & Imagem, pelas designers Patricia Suplicy e Gina Elimelek.
Moda: roupa, Carla Gaspar; brincos e pulseiras, Tatiana Lopes; sandália, Beira Rio.

 

No ramo comercial, as lojas de decoração têm se aproveitado dessa familiaridade para realizar grandes negócios e parcerias: acrescentam em seu catálogo uma linha própria de vestimenta. O contrário também acontece: grifes admitem sua queda pelo outro lado e lançam sua linha “home”, como é o caso recente do famoso Salvatore Ferragamo, que abriu lojas de objetos decorativos em Florença, na Itália, repleta de peças luxuosas. Ora grandes marcas de mobiliário e tecidos convidam estilistas para criarem suas coleções. Ora arquitetos e decoradores ficam responsáveis por montar lounges em grandes eventos de moda, no objetivo de decifrar a atmosfera daquela coleção.


 

Embora o casamento seja feliz, diferenças existem e são necessárias em qualquer relacionamento duradouro. “O tempo de cada uma é diferente. A moda tem um timing mais frenético, pois a mudança é justamente o que a move”, diz Reinaldo Lourenço, um estilista totalmente apegado ao design ao bolar suas costuras. Ela entra em uma esteira que torna sua produção efêmera em um espaço de seis meses – o que pode ser relativo, dependendo de sua aceitação. Já com a decoração, as tendências permanecem por mais tempo antes da total renovação. Reinaldo acredita que os modismos nos dois setores andam sendo descobertos, descartados e substituídos cada vez mais rápido: “Culpa da globalização e da tecnologia da informação.”

Neste ensaio, o tecido da modelo às vezes se camufla ao do móvel, mostrando o quanto a moda e a decoração estão mais próximas, participam de uma mesma apoteose cujo brilho que lhes jogam é mérito de quem descobriu como materializar o conforto, a estética e o pensamento coletivo. Viva a arte que contempla cada um, e vivam também as similaridades entre elas!

Fonte Portal de Decoração

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