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12:12 - 14/06/10
Inflação do aluguel deve ficar em 9% neste ano, após dado negativo em 2009

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), usado como base para reajuste de contratos de aluguel, deve fechar o ano em 9%, segundo previsão do mercado divulgada nesta segunda-feira (14) no boletim Focus - documento semanal elaborado pelo Banco Central a partir de consultas a analistas. 

Trata-se de uma forte reversão do indicador, se considerada ao desempenho visto em 2009, quando o indicador teve queda de 1,72% - a primeira deflação anual no índice desde o início da série histórica, em 1989. 

Mesmo assim, a previsão ainda está abaixo do registrado em 2008, ano em que o índice subiu 9,81%. 

Na semana passada a FGV (Fundação Getúlio Vargas) - que apura o IGP-M - informou que o indicador disparou na abertura de junho, ficando em 2,21% na primeira prévia do mês, muito acima do 0,47% na mesma leitura de maio. O reajuste acentuado do preço do minério de ferro (de queda de 2,67% para forte alta de 75,25%) puxou o indicador para cima. 

Apesar da alta nos preços das matérias-primas, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que compõe o IGP-M, abriu este mês com queda de 0,26% - contra alta de 0,41% um mês antes. Os preços da alimentação (0,43% para -1,52%) caíram, com destaque para os itens: hortaliças e legumes (-0,29% para -7,27%), laticínios (1,89% para -0,49%) e carnes bovinas (1,11% para -1,06%). 

Também apresentaram recuos os preços de medicamentos em geral (3,29% para 0,49%), mensalidade para TV por assinatura (0,91% para 0,19%), álcool combustível (-3,67% para -7,05%) empregados domésticos (1,84% para 0,23%) e show musical (1,40% para -6,06%). Já os preços dos calçados (-,07% para 1,23%) subiram. 

Locação

Em São Paulo, o preço dos novos contratos subiu em abril, seguindo o aumento nos índices de inflação na cidade. Pesquisa recente do Secovi-SP (sindicato da habitação) mostra que os valores subiram, em média, 1,7% no mês de maio. 

O dado mostra que o reajuste ficou abaixo do aumento do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), taxa de inflação usada no reajuste dos negócios de locação, que avançou 1,94% no mês. No ano, o preço dos contratos novos acumula alta de 11,4%. 

Em Ipanema, Rio de Janeiro, o preço do aluguel subiu 157% em um ano. A chegada do metrô e a ocupação policial na comunidade pobre que fica no bairro foram apontados como os principais motivos para alta. O aluguel de um apartamento de dois dormitórios na região não sai por menos de R$ 3.000. 

Em Salvador, na Bahia, as empresas de construção civil vão entregar 15 mil imóveis novos. Mas mesmo com o aumento da oferta no setor, o preço dos alugueis continua subindo. Segundo o Creci-BA (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) a compra da casa própria tem puxado a alta no setor. No último ano, os alugueis ficaram 30% mais caros, a maior alta anual da cidade. 

Já em Porto Alegre, capital gaúcha, a média dos alugueis quase não mudou nos últimos 12 meses. Os reajustes foram 4,8% menor que a inflação oficial. A explicação está na troca do aluguel pela prestação da casa própria, que reduz a procura pela locação. Por isso, os preços não sobem tanto. De acordo com o sindicato de habitação local, na comparação dos últimos cinco anos, a cidade tem 20% menos imóveis residenciais para alugar. 

Fonte: R7

http://noticias.r7.com/economia/noticias/inflacao-do-aluguel-deve-ficar-em-9-neste-ano-apos-dado-negativo-em-2009-20100614.html

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