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08:51 - 09/06/10
Diferença de preços no condomínio chega a 1.300% em São Paulo

A diferença de preços entre os valores de condomínio pagos na cidade de São Paulo chega a 1.300%, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (8) pela administradora Lello. Dependendo do padrão do prédio, a variação vai de R$ 250 a R$ 3.500.

O abismo nos preços dos condomínios se deve à diversificação dos tipos de prédios, afirma Angélica Delgado Arbex, gerente de marketing da Lello. 

- Essas diferenças expressivas de valores apontam que, diferentemente do que ocorria em décadas passadas, houve uma enorme diversificação no padrão dos empreendimentos residenciais em São Paulo. Os novos condomínios trazem um sem número de possibilidades em lazer, conforto e conveniência. 

Os prédios de altíssimo padrão cobram por volta de R$ 3.500 porque oferecem sistemas avançados de segurança, tecnologia de ponta e um número grande de funcionários, o que encarece o preço da cota mensal para cada morador. 

Nos de padrão médio o valor da cota gira em torno de R$ 565. Esses empreendimentos têm em torno de 60 apartamentos e quatro unidades por andar. 

Os projetos “clássico alto” cobram, em média, R$ 840 de condomínio mensal. Esses prédios possuem em torno de 32 apartamentos, sendo dois por andar. 

Os condomínios mais baratos estão nos prédios de várias torres, ou seja, os grandes conjuntos. O valor da cota mensal fica, em média, em R$ 250 nesse tipo de moradia, segundo dados coletados em março deste ano pela consultoria. 

Abismo social

Para o presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto, essa variação de 1.300% “é um absurdo” e reflete “uma diferença de categorias sociais em São Paulo”. 

- Os que pagam R$ 250 o fazem com dificuldades porque estão no limite dos seus rendimentos. Por outro lado, também é o limite para quem está administrando, que tem economizar o máximo possível para fazer uma distribuição condizente com o que os moradores podem pagar. Além disso, ele tem que considerar a inadimplência, já que as contas de luz, água e gás têm de ser pagas. 

Viana Neto explica que, via de regra, quanto maior o número de proprietários, maior é a divisão dos custos e menor é a taxa. 

- Como não têm áreas de lazer, os prédios antigos acabam valendo a pena para aqueles que querem fugir do condomínio elevado. Ter facilidades como piscina e sauna, por exemplo, aumenta o custo de manutenção do prédio e exige maior número de funcionários, o que encarece o condomínio. Mesmo que o prédio venha a dar problemas de manutenção, ainda é mais vantajoso para quem quer pagar pouco [no condomínio]. 

Condomínio clube

A pesquisa mostra que os condomínios do tipo clube, que possuem áreas de entretenimento e lazer como pet care (para cuidados de animais de estimação) e espaço gourmet (para praticar culinária com amigos), têm cota mensal de R$ 590. 

A empresa responsável pelo estudo administra cerca de 1.200 condomínios na Grande São Paulo e no Guarujá. De cada dez, nove são residenciais, onde moram cerca de 270 mil pessoas e trabalham 7.000 funcionários. 

Fonte: Folha Online

http://noticias.r7.com/economia/noticias/diferenca-de-precos-no-condominio-chega-a-1-300-em-sao-paulo-20110608.html

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