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08:26 - 28/05/10
Crédito habitacional alcança o de veículos

A alta do crédito habitacional já faz com que essa modalidade tenha o mesmo peso do financiamento de veículos na economia brasileira. Segundo dados do Banco Central, no começo de 2009 o financiamento para veículos superava o crédito imobiliário em quase 30%. Hoje, a diferença é inferior a 1%. A venda a prazo de veículos cresceu 30% nos 12 meses encerrados em abril e bateu recorde por causa do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido que vigorou até março.

No mesmo período, o crédito imobiliário no país avançou 50%. As duas modalidades de crédito superaram no começo do ano R$ 100 bilhões em financiamentos cada uma. Um dos fatores responsáveis por esse crescimento é o aumento nos prazos dos financiamentos. Desde abril de 2009, o prazo médio do financiamento habitacional, que pode chegar a 30 anos, aumentou dois anos. De acordo com o BC, o financiamento de imóveis ainda tem um peso pequeno na economia, mas cresce a taxas "surpreendentes".

Passou de 2,3% do PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país em determinado período) para 3,2% nos últimos 12 meses. "Ainda é pouco, mas isso vem crescendo de forma expressiva e alcançou o financiamento de veículos, que também representa 3,2% do PIB", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Em países emergentes como Chile, México e África do Sul, essa participação fica próxima de 10% do PIB. Nos desenvolvidos, supera 60%.

Os números do BC mostram que, nesse período, o crédito para veículos teve crescimento expressivo. Em abril, as concessões de novos financiamentos nessa área ficaram 83% acima do verificado um ano antes. Foi o segundo melhor resultado da história, atrás apenas do de março, último mês com o desconto do IPI. Os prazos também aumentaram, de uma média de 48 meses em abril de 2009 para 52 meses neste ano.

Os setores habitacional e de veículos estão entre as principais modalidades que impulsionaram o crescimento recente do crédito, que registrou uma expansão anual de 17,6% até abril. Para o presidente da ABBC (Associação Brasileira dos Bancos), Renato Martins Oliva, o crédito ao consumidor deve se desacelerar. Ele projeta um crescimento de 20% para 2010 (mesma previsão do BC) e de 10% para 2011.

Fonte: Revista JR Soluções

http://www.revistajrsolucoes.com.br/index.php?mact=News,cntnt01,detail,0&cntnt01articleid=106&cntnt01origid=15&cntnt01returnid=16

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